A Herança de Si Mesmo

"Os grandes homens que se destacam através das três épocas clássicas em que se divide a história humana, sempre foram reconhecidos grandes por seus pensamentos e por suas idéias quando, após titânica e firme luta, conseguiram mover a atenção e fazer com que se advertisse o bem que continham. Em quantas mentes penetrou a luz de seus pensamentos e idéias! Quantas foram fecundadas com a semente das extraordinárias concepções daquelas inteligências que puseram ali todo o poder de sua influência criadora".
Carlos Bernardo González Pecotche - Criador da Logosofia

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Autonomia dos Pensamentos

AUTONOMIA DOS PENSAMENTOS

por Hélio Cannizzaro

Reunidos num só texto, reproduzo adiante os significados atribuídos ao vocábulo “pensamento” pelos nossos dicionários:

“Ato ou efeito de pensar; ato de inteligência; qualquer ato particular do espírito ou operação da inteligência;cuidado; solicitude; entendimento; preocupação; fantasia; sonho; imaginação; modo de pensar; idéia; lembrança; faculdade de pensar; espírito; alma; maneira de pensar e julgar; ponto de vista; opinião; conjunto de idéias próprias de alguém; sistema; doutrina; sentença particular extraída de um texto; máxima; reflexão;meditação; mente; cérebro; intelecto; conjunto de fenômenos cognitivos; razão; vontade...”

Sob a influência e orientação desses significados vivi uma grande parte da minha vida sem nunca ter lido ou ouvido dizer que alguém atribuísse aos pensamentos um caráter científico e que ressaltasse “a importância extrema que tem o conhecer a fundo a gênese, vida e atividades dos pensamentos”. Estou me referindo ao pensador e cientista Carlos Bernardo González Pecotche, criador da ciência Logosofia, que sobre este tema esclareceu e afirmou:

“Correntemente, confunde-se pensamento com mente, entendimento, função de pensar, cérebro, razão e até vontade, fazendo de cada um desses vocábulos um termo comum, que os mistura como se se tratasse de uma só e mesma coisa. A Logosofia fez uma precisa distinção entre tais termos, mostrando assim a diferença entre a mente e cada uma das faculdades em suas respectivas funções. Em nossa concepção, os pensamentos são entidades autônomas que se procriam e adquirem vida ativa na mente humana de onde podem passar a outras mentes sem a menor dificuldade”.

A leitura reflexiva, o estudo interpretativo do Sistema Mental, a experimentação do que foi compreendido concluído com o estudo do que foi experimentado, permite a qualquer um de nós descobrir uma realidade até então desconhecida de que os pensamentos são personagens que nascem e crescem em nossa mente, onde se desenvolvem e alcançam vida própria, e que, quando positivos, ficam subordinados ao comando da nossa vontade e obedientes às diretrizes da nossa inteligência, mas quando negativos e autônomos, nós é que ficamos subordinados a eles obedecendo cegamente aos seus impulsos e caprichos.

Analisemos um episódio comum: por uma discordância de idéias com os nossos semelhantes nos surpreendemos irritados. A irritação é um efeito que se exterioriza de uma causa interna, ou seja, vem de dentro para fora. Pois bem; algo lá dentro de nós foi provocado e pela autonomia que desfruta manifestou-se com inteira liberdade, prescindindo da nossa vontade e da nossa razão.

Quem é esse algo interno que desconhecemos existir senão um personagem autônomo do nosso mundo mental e que a Logosofia define como pensamento-deficiência?

Poderíamos afirmar que a irritação exteriorizada foi um ato da nossa vontade ou da nossa sensatez? Ou temos que admitir que fomos manejados por alguns instantes obedecendo involuntariamente aos impulsos desse incômodo pensamento-deficiência que a Logosofia denomina irritabilidade?

Quando procuramos justificativas com o argumento de que foi o nosso semelhante que nos irritou, dá para perceber e compreender neste caso que o nosso semelhante tem maior poder sobre a nossa vida do que nós mesmos? E porque temos que permanecer vulneráveis e suportando essa invasão alheia em nossa vida? Afinal, somos ou não o dono e o comandante-único da nossa existência? Se somos, porque permitimos uma divisão de comando que nos leva perder momentaneamente o equilíbrio mental e psíquico, falando e agindo de forma descontrolada, imoderada, áspera, que logo depois nos traz mal-estar, desgosto, contrariedades e ainda nos desconceitua perante os nossos semelhantes.

O pensamento autônomo da irritabilidade não é um fato isolado da psicologia humana. Com ele existem mais 43 pensamentos-deficiências e 22 pensamentos-propensões, num total de 66 imperfeições caracteriológicas do comportamento humano, que o criador da ciência Logosofia não só as descreve minuciosamente no seu original livro “Deficiências e Propensões do Ser Humano” como também ensina uma técnica especial para identificá-las, bloqueá-las, classificá-las, combatê-las e eliminá-las das nossas vidas.








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