A Herança de Si Mesmo

"Os grandes homens que se destacam através das três épocas clássicas em que se divide a história humana, sempre foram reconhecidos grandes por seus pensamentos e por suas idéias quando, após titânica e firme luta, conseguiram mover a atenção e fazer com que se advertisse o bem que continham. Em quantas mentes penetrou a luz de seus pensamentos e idéias! Quantas foram fecundadas com a semente das extraordinárias concepções daquelas inteligências que puseram ali todo o poder de sua influência criadora".
Carlos Bernardo González Pecotche - Criador da Logosofia

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"O Mais-Aquém X O Mais-Além" (Hélio Cannizzaro)

O “MAIS-AQUÉM” X O “MAIS-ALÉM”
por Hélio Cannizzaro


“É próprio do homem inquietar-se com o além-mundo, com o seu destino ultrafísico, inquietude que se aguça de quando em quando por efeito de algum padecimento ou por encontros com enigmas que a inteligência tem procurado em vão desvendar. O espectro da morte o atemoriza. Contempla seu ser físico e estremece pensando que pode perdê-lo, que o perderá irremediavelmente; e pergunta a si mesmo, com insistente ansiedade, se lhe seria possível escapar dessa imaginada voragem que o vai levando inexoravelmente à desintegração total de sua existência. A essa interrogação a inteligência não responde, guarda silêncio, mas internamente a inquietude se aprofunda e chega às vezes ao desassossego”. (Carlos Bernardo González Pecotche, criador da ciência “Logosofia”)

Os conhecimentos que adquirimos dos estudos, das observações e da experiência nos permite identificar pelo menos três correntes de pessoas diante do enigma do além-mundo ou do mais-além: os crédulos, que tudo aceitam sem qualquer raciocínio; os incrédulos, que raciocinando ou não, nada admitem; e os indiferentes, que manifestam não cogitar se existe ou não existe o mais-além.

O presente trabalho escrito não tem o propósito de formular qualquer hipótese para o esclarecimento do intrincado enigma do além-mundo, de raízes milenar, que sempre inquietou o espírito humano, e que, pelo seu anacronismo e pelo fato de ainda permanecer até aqui às escuras, já deveria ter sido banido das cogitações humanas.

O que faremos a seguir são algumas reflexões retiradas dos nossos estudos, investigações, experimentos e aplicação dos princípios e ensinamentos da ciência humana “Logosofia”, que acalmaram e satisfizeram as nossas inquietudes de saber e que poderão de igual modo acalmar e satisfazer as inquietudes de outras pessoas.

A cultura vigente considera cada uma das grandes divisões em que se agruparam todos os corpos que a Natureza apresenta, como reinos, dentre eles e de grande destaque, os reinos animal, mineral e vegetal.

Por um erro histórico, González Pecotche identificou que o homem incluiu-se a si próprio no reino animal como parte integrante da escala zoológica, contentando-se com o prêmio de consolação buscado no adjetivo “racional”. O homem é, pois, na cultura corrente, classificado como um animal racional e ao se satisfazer com essa utópica e desconcertante conquista, não se deu conta que a incapacidade dos animais subirem a um nível mais alto criou um contingenciamento que impôs ao ser humano descer a um nível mais baixo para equiparar-se aos seus congêneres irracionais.

A ciência Logosofia, em sentido inverso e como nova cultura do Homem e do Universo, hierarquizou o ser humano ao criar o quarto reino – virtualmente diferente dos demais – estabelecendo uma ordem de grandeza que eleva o homem, com justiça indiscutível, a um reino superior: o reino HUMANO.

Um animal comum nasce irracional, vive de forma vegetativa e irracional e morre irracional sem nenhuma possibilidade de modificar a sua natureza que é só física e instintiva.

O ser humano nasce ignorando tudo que existe neste mundo, é livre para viver ignorando e até morrer também ignorando, mas o Supremo Criador de todas as coisas – a quem nós chamamos Deus – concedeu-lhe a prerrogativa de ter duas naturezas: a Física e a Espiritual. A física dotada de um perfeito organismo biológico com funções espontâneas e automáticas e a espiritual que só evolui ou prospera se for cuidada e nutrida permanentemente com os conhecimentos superiores espargidos na Criação.

Afirmamos anteriormente que identificamos três correntes de pessoas diante do enigma do mais-além, ou seja, os crédulos, os incrédulos e os indiferentes.

Se ocorreu à mente do prezado leitor (a) perguntar-se qual seria a corrente a que pertencemos, ou, se não ocorreu, mesmo assim podemos informar que fazemos parte de um grande conjunto constituído de milhares de pessoas que estudam, investigam, aprendem e praticam a preciosa lição de que cada minuto que empregarmos em fazer divagações aleatórias sobre temas que ultrapassem os limites das fronteiras do entendimento humano, é tempo subtraído e desperdiçado do esforço que devemos realizar para descobrir aqui, no mais-aquém, as respostas que acalmem as nossas ansiedades e também para construir as soluções que atendam as nossas necessidades físicas, mentais, morais, psicológicas e espirituais. Os que até aqui pretenderam decifrar esse antigo e surrado enigma do além-mundo se deixaram arrastar por teorias imaginárias, hipóteses, suposições, presunções, especulações, terminando por se perderem no labirinto das suas próprias dúvidas, nada restando claro e consistente que pudesse ser incorporado ao acervo da cultura humana.

Noutra via, podemos comprovar, no instante em que a locução adverbial “mais-aquém” sinaliza aos nossos entendimentos a lógica de que – se é “mais-além”, não faz parte do “mais-aquém” -, é insensato incluí-lo dentro das prerrogativas, deveres e obrigações que o Criador estabeleceu para o ser humano ao conceder-lhe uma Vida, oxigênio para mantê-la e uma inteligência – não concedida a nenhum outro ser vivente do nosso orbe – para que ele a desenvolvesse a serviço do seu próprio bem e do bem dos seus semelhantes, honrando e dignificando essa singular e valiosa oportunidade e respeitando a sua Vontade pela construção do mais-aquém reservado em grande parte para o “habitat” da raça humana.

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