A Herança de Si Mesmo

"Os grandes homens que se destacam através das três épocas clássicas em que se divide a história humana, sempre foram reconhecidos grandes por seus pensamentos e por suas idéias quando, após titânica e firme luta, conseguiram mover a atenção e fazer com que se advertisse o bem que continham. Em quantas mentes penetrou a luz de seus pensamentos e idéias! Quantas foram fecundadas com a semente das extraordinárias concepções daquelas inteligências que puseram ali todo o poder de sua influência criadora".
Carlos Bernardo González Pecotche - Criador da Logosofia

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O "CRER" e o "SABER"

O   “CRER”   e  o   “SABER”
por Hélio Cannizzaro

Deixando de lado, por alguns instantes, as diversas culturas existentes como as científicas, profissionais, técnicas, políticas, históricas, musicais, das artes e outras, todos nós somos semelhantemente possuidores de uma “cultura comum”, adquirida  no lar, na escola, na rua, no bairro, na cidade, no trabalho, no social, no lazer, na linguagem, nos costumes, etc., e sem uma análise da sua origem e constituição não nos damos conta que essa cultura comum começou a nos ser inculcada desde a nossa mais tenra insipiência mental e psicológica, período da nossa existência em que não tínhamos condições de exercer o sagrado direito de opção.

No século passado – em 11 de agosto de 1930 –, a ciência humana “Logosofia”, criada pelo pensador e educador argentino Carlos Bernardo González Pecotche, foi presenteada à humanidade como uma nova cultura do homem e do universo e aqueles que tomaram contato com as suas concepções e os seus princípios interpretando-os originais e de visível transcendência para o presente e o futuro da vida humana, não hesitaram em exercer a opção que lhes assegurou uma confortável participação num inigualável movimento cultural, direcionado para a construção de uma nova era em Prol da Superação Humana.

Quem não foi informado até aqui sobre a ciência Logosofia ou se já informado ainda não se ocupou em analisar e experimentar os seus construtivos conceitos, no primeiro caso permanece privado de escolha, e no segundo, está negando a si mesmo a oportunidade de fazer uma opção que, no estrito sentido da palavra, significa poder escolher entre duas culturas distintas aquela que o seu próprio juízo venha interpretar como específica para promover uma evolução consciente da própria vida.

Mas, qualquer opção precede o exame. Sem ele é “crer”, candidamente, que já optou. E o ato de crer é um traço saliente da fragilidade da “cultura comum” por nos induzir continuamente a admitir

                       ...”sem prévia análise, sem reflexão alguma, até as coisas mais inverossímeis”
(González Pecotche)

A Logosofia instituiu como um dos seus princípios fundamentais que o ato de “crer” deve ser substituído pela posse do “saber”, porque sabendo e não crendo é como poderemos ser conscientes da nossa vida e do nosso destino como entidade humana.

A busca do saber é, pois, a palavra de ordem que o cultor desta nova ciência aceita de bom grado, apoiado nas comprovações dos benefícios já obtidos com a experimentação dos seus ensinamentos à própria vida e também pela prerrogativa de poder socorrer-se da palavra sábia de González Pecotche, como está expressada nas prudentes advertências adiante reproduzidas:

“Ninguém poderia sustentar jamais, sob pena de passar por desequilibrado, que haja de privar o homem de conhecimentos para que ele seja feliz. Sem saber exatamente o que a vida e o seu destino lhe exigem saber, como poderá cumprir sua incumbência de ser racional e livre? Como poderá satisfazer os angustiosos anseios de seu espírito, se é privado da única possibilidade de satisfazê-los, ou seja, das fontes do saber?
“A única concessão possível ao ato de crer, sem que invalide um ápice o exposto, é a que surge espontaneamente como antecipação do saber; isto é, só haverá de admitir-se aquilo de que ainda não se tenha conhecimento, mas o tempo mínimo que requeira sua verificação pela própria razão e sensibilidade”
(Do Livro Curso de Iniciação Logosófica 3a Ed, p 44)

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