A Herança de Si Mesmo

"Os grandes homens que se destacam através das três épocas clássicas em que se divide a história humana, sempre foram reconhecidos grandes por seus pensamentos e por suas idéias quando, após titânica e firme luta, conseguiram mover a atenção e fazer com que se advertisse o bem que continham. Em quantas mentes penetrou a luz de seus pensamentos e idéias! Quantas foram fecundadas com a semente das extraordinárias concepções daquelas inteligências que puseram ali todo o poder de sua influência criadora".
Carlos Bernardo González Pecotche - Criador da Logosofia

terça-feira, 30 de agosto de 2011

VELHOS HÁBITOS


“VELHOS  HÁBITOS”

por Hélio Cannizzaro

A Ciência Humana Logosofia criada pelo pensador e educador Carlos Bernardo González Pecotche – 1901-1963 – nos ensina realizar o Processo de Evolução e de aperfeiçoamento da própria vida que implicitamente se define pela conquista do tão sonhado ideal do “Conhecimento de Si Mesmo”.

Esse processo, com base científica, está apoiado em um método próprio e numa técnica especial que permite ao postulante desta nova ciência cumprir todas as etapas nutridas dos novos conceitos que a Logosofia oferece sobre o Homem, a Vida e o Universo, particularizando que ao estudo prévio dos seus originais ensinamentos deverá seguir a experimentação do que foi estudado e concluído com o estudo do que foi experimentado, surgindo daí a outorga do conhecimento que se adquire, ou, noutra via, a correção de falhas que eventualmente tenhamos cometido no exercício do método e ou da técnica.

O hábito de estudar Logosofia mexe com a reação psicológica dos nossos “Velhos Hábitos” e como salienta González Pecotche a psicologia humana é tão curiosa como original, quando afirma:
“Inclinada a permanecer em seus hábitos, seus antiquados moldes ou fórmulas, a psicologia humana tende a reagir contra toda inovação que requeira algum esforço, o que, geralmente, conceitua desnecessário ou além de suas forças ou possibilidades. Daí que a maioria prefira, sempre, por natural reação psicológica, sejam os demais os que experimentem e comprovem os resultados daquilo que lhe é oferecido para seu exclusivo bem, resolvendo, só então aceitá-lo, mas, mesmo assim, costuma preferir a companhia do velho em vez de decidir-se por uma realidade que em muitos casos chegou a ser-lhe iniludível”. (Do Livro Logosofia, Ciência e Método 3aed – p.23-24).
Não é difícil comprovar na prática as afirmações que o autor da ciência Logosofia manifesta no ensinamento que acabamos de transcrever quando falamos para algumas pessoas sobre as virtudes do método logosófico que possibilita, entre outras conquistas, identificar as deficiências psicológicas de que nós seres humanos somos portadores e do emprego da sua técnica especial em identificá-las, bloqueá-las, classificá-las e combatê-las, enfraquecendo-as até a sua total e definitiva eliminação.

As pessoas com as quais falamos das virtudes do método e da técnica logosófica – com reduzidas exceções – sempre se mostram receptivas e até no aceno do movimento positivo da cabeça demonstram o seu assentimento ao que lhes foi informado, para, em seguida, manifestarem a sua surpresa e admiração em saber da existência de uma ciência experimental que promove saudáveis mudanças no comportamento humano, preferindo, no entanto, por reação psicológica dos seus antigos hábitos sejam as “demais pessoas” as primeiras a experimentarem e comprovarem os anunciados benefícios.

Pela repetição desse comportamento fica evidente que a grande maioria desconhece que as “demais pessoas” adotam também o mesmo posicionamento nessa questão desde tempos remotos, o que nos leva indagar até quando vamos seguir prisioneiros do equivocado hábito de filosofar sobre o que os nossos semelhantes devem fazer.


































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